Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Comissão vai decidir sobre demissões por fraude no Senado

“Tem gente que faz do serviço público um bico. Vem aqui, bate o ponto e depois vai ter as suas atividades. Tem gente que acumula função, que trabalha aqui e tem boutique, sapatarias”...

Os cinco servidores do Senado que fraudaram a folha de horas extras poderão ser demitidos, caso a comissão de sindicância aberta para investigar o caso assim o decida. A informação é do primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI).

Os cinco registravam horas extras na folha de ponto do computador de suas casas, sem efetivamente, estarem no Senado trabalhando. Segundo boletim administrativo publicado quinta-feira, dois deles – Cecília Rodrigues Torres e Rafael Aun Ming, trabalham no gabinete do senador José Nery (P-SOL-PA) e um trabalha no Prodasen: Daniel Agostinho dos Reis Júnior.

O boletim não informou, no entanto, onde os outros dois – Gustavo Henrique Fidelis Taglialegna e Paulo Springer de Freitas – estão lotados.

Heráclito Fortes lamentou a atitude e disse que, por ele, não haveria a punição máxima de demissão, apenas uma suspensão. “São jovens em estágio probatório. É lamentável porque esses concursos são disputadíssimos, conquistar uma vaga é um privilégio”, disse.

O senador minimizou a prática, que chamou de “fraqueza”. “É a cultura do serviço público”, afirmou. “Tem gente que faz do serviço público um bico. Vem aqui, bate o ponto e depois vai ter as suas atividades. Tem gente que acumula função, que trabalha aqui e tem boutique, sapatarias”, completou.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Em 4 dias, ponto eletrônico do Senado é fraudado

Funcionários registravam horas extras de suas casas; senador Heráclito Fortes afirma que prática é comum
De O Estado de S. Paulo:
Cinco servidores do Senado fraudaram as folhas de horas extras dos computadores da Casa, menos de uma semana após o recurso para marcação do horários de expediente começar a ser utilizado. Os cinco registravam horas extras na folha de ponto do computador do Senado a partir dos computadores de suas casas, sem efetivamente estarem no Senado trabalhando. Foi aberta uma comissão de sindicância para investigar o caso e os funcionários podem ser demitidos.
Segundo boletim administrativo publicado nesta quinta-feira, 4, dois dos cinco, Cecília Rodrigues Torres e Rafael Aun Ming, trabalham no gabinete do senador José Nery (PSOL-PA) e um, Daniel Agostinho dos Reis Júnior, era da Secretaria Especial de Informática (Prodasen). O boletim não indica onde trabalhavam os outros dois funcionários envolvidos, Gustavo Henrique Fidelis Taglialegna e Paulo Springer de Freitas.
O sistema de ponto eletrônico começou a ser utilizado no Senado no último dia 1 de fevereiro. Antes, os funcionários se limitavam a assinar um livro específico para comprovar que deram expediente, o que podia ser feito uma única vez no decorrer da semana.