Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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quarta-feira, 31 de março de 2010

GOVERNO LULA - Poupança empaca investimentos


Analistas duvidam da capacidade do país de poupar para alcançar metas do PAC-2

De Cássia Almeida e Flávia Barbosa:

As projeções econômicas do governo que amparam a nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2), lançado anteontem, não encontram respaldo nas contas do mercado financeiro.
Analistas alertam que não há poupança suficiente no país para financiar o volume de investimentos previsto pelo PAC-2.
Ao divulgar os números do programa, o governo se baseou em projeções de que o país vá ter uma taxa de investimentos de 21,5% do Produto Interno Bruto (PIB, conjunto de bens e serviços produzidos pela economia) em 2014.
Na conta dos analistas, para isso, seria preciso ter um nível de poupança de 19% do PIB — ou seja, um salto de quase cinco pontos percentuais frente ao patamar atual, de 14,6%.
Economistas destacam ainda que o principal entrave para ampliar a poupança no Brasil são os gastos públicos — enquanto famílias e empresas poupam mais do que gastam, a poupança do governo é negativa.
No resultado final, o governo retira 15,9% do total poupado pelo país. Ou seja, para chegar ao crescimento econômico estimado pelo governo de 5,5% até 2014, o país precisará investir e poupar mais — com o governo gastando menos.
Leia mais em O Globo

 


 

ELEIÇÕES 2010 - Marina: PAC-2 é ‘colagem de obras eleitoreiras’

Em Recife, onde vai visitar várias cidades, candidata à Presidência critica Lula e Dilma e faz elogios a Serra

De Letícia Lins:

Um dia após o lançamento do PAC-2, a senadora Marina Silva (PV-AC), pré-candidata a presidente, classificou ontem o programa como uma "colagem de obras com finalidade político eleitoreira".
Ela disse que o PAC é "uma marmita com muitas coisas requentadas". Ao lembrar que o PT, partido ao qual foi filiada, "sempre reclamou muito desse tipo de conduta", Marina disse que o presidente Lula deveria dar o exemplo, para que isso não ocorresse.
— Em meu entendimento, a Justiça já demonstrou que há o uso político dessas inaugurações, uma vez que o presidente já foi multado duas vezes por ter tratado a ministra Dilma Rousseff como candidata nesses eventos — disse Marina, durante entrevista na sede da Federação das Indústrias de Pernambuco.
— Os poderes da Nação têm que cumprir a lei. É muito negativo ter, ao tempo todo, essa sensação de extrapolação do cumprimento da legislação eleitoral. O PT sempre reclamou muito desse tipo de conduta e é lamentável que aconteça.
Marina foi recebida no aeroporto dos Guararapes, no Recife, por militantes do PV que agitavam bandeiras. Hoje, ela vai a cidades da região agreste de Pernambuco, como Garanhuns e Brejo da Madre de Deus.
Em Brejo, vai ao vilarejo de Fazenda Nova, onde assiste ao espetáculo sacro da Paixão de Cristo, encenado na Nova Jerusalém.
No Recife, ela cumpriu uma agenda carregada, que incluiu palestras, visitas a entidades culturais e empresariais, e ainda a participação no seminário Pós-Cop 15, sobre mudanças climáticas, onde foi aplaudida de pé, depois de fazer críticas à atuação de Dilma Rousseff, durante a COP-15, a conferência mundial, que aconteceu em Copenhague.
Marina disse que Dilma perdeu uma boa oportunidade de lutar contra a "agenda suja" dos países ricos, e que a atuação da ministra chegou a deixar Lula preocupado:
— Se o Brasil, que é um país emergente, tivesse doado US$ 1 bilhão, teria provocado um constrangimento ético nos demais, que poderiam aumentar a contribuição — lembrou, referindo-se ao fato de Dilma ter se negado a contribuir com o fundo internacional de US$ 10 bilhões, proposto pela União Europeia, para financiar iniciativas que possam minorar aquecimento global.
Ela poupou outro adversário na eleição presidencial, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB). Até elogiou a "proposta ousada" com relação às mudanças climáticas, já que o estado assumiu a meta de reduzir em 20% as emissões efetivas de gases poluentes.

 

 

terça-feira, 30 de março de 2010

GOVERNO LULA - De novo, dados inflados do PAC

Na apresentação do PAC-2, o presidente Lula disse que não há atualmente cidade do país sem investimento do programa. Mas o PAC não alcançou a totalidade dos municípios (5.564).
As obras de habitação tocadas pelo Ministério das Cidades estão em 2.156 deles. As ações de saneamento, nas cidades com mais de 50 mil habitantes, e da Fundação Nacional de Saúde chegaram a cerca de 2 mil.
Segundo Dilma, os recursos da poupança aplicados em habitação saltaram de R$ 5,7 bilhões em 2002, último ano do governo FH, para R$ 44 bilhões em 2009.
Mas, segundo a Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança, o montante destinado ao setor foi de R$ 34 bilhões em 2009.
Lula disse que o último grande plano de infraestrutura foi no governo de Ernesto Geisel (1974-1979).
O governo Fernando Henrique Cardoso teve dois planos de investimentos: o Brasil em Ação, de 1996, e do Avança Brasil, de 1999, que investiram R$ 4 bilhões em saneamento e R$ 28 bilhões em habitação.
Lula e Dilma atrelaram o crescimento econômico ao PAC. Mas entre 1995 e 2006, só não houve expansão em 1998. Nos demais períodos, o PIB aumentou entre 0,3% (1999) e 5,7% (2004).


 


 

GOVERNO LULA - PAC 2 - Na despedida de Dilma, o afago dos aliados (veja quanto custou a farra)

Festa para 1.200 convidados custou R$ 169 mil e atraiu 17 governadores; Serra e Aécio não comparecem
De Maria Lima:
Para a festa do PAC-2, foi alugado o mais sofisticado centro de convenções da capital. À União, o evento custou exatos R$ 169.165,22, segundo nota de empenho publicada ontem no Diário Oficial da União, mais despesas com acomodação e transporte dos convidados.
O valor é relativo ao contrato com a empresa Swot Serviço de Festas e Eventos, feito pela Presidência para a organização do evento. Os 1.200 convidados da festa foram recebidos com um coffee break.
O barulho provocado do lado de fora por manifestantes do Sindisep e Ibama, pedindo reestruturação da carreira, sequer foi ouvido. Governadores, prefeitos e ministros eram só elogios.
Com uma blusa de babados, Dilma não transparecia animação. Desatenta, bateu palmas para ela mesma ao ser citada pelo presidente da CUT, Arthur Henriques. Dilma levou o plenário a corrigi-la, ao citar números errados.
— Alguém podia trazer meus óculos! — reclamou, irritada.
Longo e técnico, o discurso de Dilma deixou aliados preocupados. O governador Blairo Maggi (MT) bocejou.
Ao todo foram 17 governadores aliados. Os tucanos José Serra(SP) e Aécio Neves (MG), preferiram não dar palanque para Dilma.
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