Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 9 de maio de 2010

SÉRIE SOBRE LIXO (4) - Barcelona usa sistema subterrâneo para descartar lixo


   

O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e, principalmente, com a coleta - método que custa caro e polui o meio ambiente.

Marcos Losekann Barcelona, Espanha
O Jornal Nacional está apresentando desde segunda-feira uma série de reportagens especiais sobre as soluções encontradas por muitas cidades para reaproveitar o lixo. Na última reportagem sobre o assunto, o correspondente Marcos Losekann mostra como alguns lugares da Europa revolucionaram a maneira de transportar o que é jogado nas lixeiras.
Lixo amontoado, jogado no chão e espalhado pelas ruas. Não, essa não é a realidade de pelo menos 50 cidades européias que já descobriram um jeito de varrer o lixo para debaixo da terra - tudo de forma ecologicamente correta. Em vez de latas, que dependem de coleta periódica, bocas de lixo. Através das escotilhas, os cidadãos jogam os sacos. A partir daí, começa um show de tecnologia.
Todas as bocas de lixo são conectadas a um gigantesco sistema de tubulação enterrado a, pelo menos, cinco metros da superfície. Trata-se de um grande sugador, que aspira o lixo de hora em hora, dia e noite, o ano inteiro.
Os sacos chegam a ''viajar'' a 70 quilômetros por hora embaixo da terra. O destino final é um centro de coleta, geralmente instalado na periferia da cidade. O lixo entra diretamente em um container, que depois de cheio é transportado para uma usina de triagem, ainda mais afastada da cidade. Plásticos, latas e papel são reciclados. O lixo orgânico vira combustível para mover turbinas que produzem eletricidade.
A ideia nasceu na Vila Olímpica de Barcelona, construída especialmente para os Jogos de 1992. Parecia impossível unir lixo com limpeza e higiene. Mas deu tão certo que virou exemplo para a cidade inteira. O sistema acaba com a sujeira nas ruas, com as latas de lixo e, principalmente, com a coleta - um método que geralmente custa caro e polui o meio ambiente. Pelo menos 160 caminhões de lixo deixaram de circular diariamente pelas ruas da cidade.
Um barbeiro, que sempre viveu em Barcelona, é um dos maiores defensores do sistema.
“Não tem mau cheiro, não tem o barulho insuportável dos caminhões de lixo, é tudo limpinho”, ele observa. “É uma questão de inteligência e conscientização”.
Nos últimos 18 anos, a prefeitura de Barcelona vem investindo sistematicamente na instalação dos tubos.
“É como o fornecimento de água, gás ou energia elétrica. A tubulação é enterrada embaixo do pavimento das ruas”, explica o representante da companhia que criou o sistema. E o custo com o tempo se dilui e acaba sendo igual ou até menor do que o método tradicional de coleta.
Em Barcelona, os prédios de apartamentos construídos nas últimas duas décadas já têm o sistema instalado internamente. Os moradores nem precisam mais descer com os sacos até a rua: 70% do lixo na capital da Catalunha já são recolhidos assim. E, em cinco anos, Barcelona inteira não terá mais nenhum caminhão de coleta de lixo circulando pela cidade. Solução subterrânea que ninguém vê, mas com vantagens que, com certeza, todo mundo sente.
 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

SÉRIE SOBRE LIXO (3) - Empresas e cidadãos investem no aumento de material reciclado no Brasil

   

Com os programas de incentivo, só numa rede de supermercados, quase 140 milhões de embalagens plásticas deixaram de ser usadas em um ano. Os consumidores engajados vão às compras com bolsas ecológicas.

Esta semana, o Jornal Nacional está apresentando uma série de reportagens sobre a ameaça ambiental que não depende de acidentes para provocar estragos: a produção descontrolada de lixo.
Nesta quinta, o repórter José Roberto Burnier mostra iniciativas de empresas e de cidadãos para aumentar o volume de material reciclado no Brasil.
Ele bem que tentou, mas não conseguiu mudar o comportamento dos clientes. A ideia era: no lugar da sacolinha de plástico, que é um problema para o meio ambiente, uma de pano, para usar sempre.
“Ele compra a sacola ou ganha a sacola, leva e depois não traz de volta”, disse Wagner Ferreira, dono da padaria.
“A gente não se dá conta, na hora de pegar ainda não estamos conscientizados disso”, reconheceu a pedagoga Rose França.
Uns não estão, mas outros já dão exemplo. O pacote de cereais passa pelo caixa. A compradora abre, tira o que interessa e deixa a embalagem ali mesmo. Com a pasta de dentes e o sabonete faz o mesmo. É assim que começa a preciclagem, a separação de produtos que vão ser reaproveitados.
A vendedora Elaine Muehringer Folco só faz compras no mesmo supermercado. O prédio é todo ecológico. O teto é solar. O ar-condicionado e refrigeradores são abastecidos com gás que não agride o meio ambiente. As gôndolas e os carrinhos são feitos de material reciclado. E várias embalagens de produtos também.
E o interessante é que com isso vão surgindo novas e criativas maneiras de se embalar ecologicamente um produto. Veja o caso de um fabricante de papel higiênico. Ele apertou os rolinhos de papel higiênico. Com isso, a embalagem fica menor. Embalagem menor, menos plástico. Menos plástico, menos problemas ambientais. Detalhe: tanto o plástico quanto o produto são recicláveis. E ainda, pra você não ter que sair do supermercado com uma sacolinha plástica, eles fizeram um alça para levar pra casa.
Num supermercado, o cliente que não usar a sacola plástica tem desconto. Uma mulher economizou 18 centavos. Uma economia pequena, mas que um dia o filhinho dela vai agradecer.
Por enquanto, no Brasil, estamos deixando 240 mil toneladas de lixo por dia. Quase tudo vai para aterros sanitários.
É onde uma sacolinha de plástico demora pelo menos cem anos para se decompor. Se for reciclada, vira outro tipo de embalagem.
N uma rede de supermercados, quase 140 milhões dessas embalagens deixaram de ser usadas em um ano.
“A gente acha que isso é um processo de aprendizado. Pro consumidor, pro consumo consciente”, disse Chisthianne Uriosthe, diretora do supermercado.
Outra rede de supermercados está coletando 600 toneladas de lixo que estão sendo separadas pela população em casa.
“Acho que todo mundo devia fazer isso e falo isso pra todo mundo também fazer”, disse a consultora Isis Liberato.
O material vai para cooperativas de catadores e depois para a reciclagem em indústrias. “Quando você fala de uma mudança de comportamento por parte do consumidor, uma mudança de operações por parte do varejista, uma mudança de produção por parte da indústria, é um caminho sem volta”, declarou Paulo Pompílio, diretor de supermercado.
Um dos maiores especialistas em reciclagem do Brasil, o consultor da ONU Sabetai Calderoni, comemora esse envolvimento maior da sociedade com a preservação. Mas alerta que, dos três erres da política ambiental - reduzir, reutilizar e reciclar - esse último ainda sofre com a falta de estrutura.
“São as autoridades municipais que deveriam estar preocupadas com a implantação de centrais de reciclagem integral de resíduos de modo a dar escoamento a esses materiais que a população agora com tanta vontade consegue separar e levar aos supermercados”.
Consumidor engajado faz a sua parte. Débora sempre anda com várias sacolas ecológicas e personalizadas.
“A gente que costurou as sacolinhas. Uma tia que trabalha em confecção, e a gente pegou os restos”, contou a educadora Debora Oyma.
“A gente tem que se preocupar com o que a gente vai deixar pro futuro. Daqui a 30 anos, o que a gente estará produzindo de lixo, deixando de herança para quem está nascendo agora”, disse a dentista Tatiana Fusco Hares.
 

quarta-feira, 17 de março de 2010

PLANO COLLOR - Anuncio do Plano Collor 1 (Arquivo JN)


O presidente dividiu as medidas em três blocos, começando pelo o que ele chamou de saenamento moral. O abuso econômico passou a dar até cinco anos de cadeia.


 


 

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Resumo do Jornal Nacional - Rede Globo

— Ministério da Saúde lança, a tempo do Carnaval, campanha de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis.

— Como os foliões driblam o calor durante o Carnaval.

— Hoje é noite de Maracatu no Recife.

— Em Fortaleza, mais de 70 blocos animam o pré-Carnaval.

— Em Maceió, foliões começaram comemorações às 6h.

— Cinquenta mil pessoas estão sem água na região metropolitana de Porto Alegre. Moradores de Gravataí fizeram protesto em rodovia estadual para o restabelecimento do fornecimento de água.

— Já são 46 dias de chuva ininterrupta em São Paulo.

— Trinta e seis pessoas já morreram no México por causa das chuvas.

— Washington presencia a sua pior nevasca em 90 anos. Parte do país literalmente parou por causa da neve.

— Volta para a cadeia o suspeito de ter encomendado o assassinato da missionária Dorothy Stang.

— Assaltantes aterrorizam postos de gasolina no sul de Minas Gerais.

— Começam as inscrições para o Prouni, programa do Ministério da Educação que dá bolsas de estudos em universidades particulares.

— Surgiu hoje nova versão para o bilhete de José Roberto Arruda recebido pelo jornalista Edson Sombra.

— Ciclistas descem os 417 degraus da maior descida da cidade de Santos. As bicicletas chegam a alcançar 50 km/h durante a descida.

— Ultraleve caiu na zona sul do Rio de Janeiro. Bombeiros usaram helicóptero para o resgate, porém tanto o piloto quanto o passageiro do ultraleve morreram.

— Ambientalistas e pescadores de baleia se enfrentaram em alto mar. O navio baleeiro chocou-se contra o dos ambientalistas propositalmente, de acordo com os últimos.

— Descendentes de chineses celebram o ano novo na praça da Liberdade, em São Paulo.

— Corinthians, Sport, Fortaleza e Cruzeiro ganharam as partidas dos respectivos campeonatos estaduais.

— A Irlanda não vai para a Copa do Mundo - o árbitro que deu como válido o lance de  "ajeitada de mão" de Thierry Henry, entretanto, estará apitando na competição.

— A taça da Copa do Mundo está no Rio de Janeiro para exposição. A "rainha do futebol" foi prestigiada por Pelé e seguirá amanhã para dois dias de exposição em São Paulo.

AGÊNCIA RBS