Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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domingo, 11 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO/NITERÓI/CHUVAS - Fissura em rocha provocou deslizamento


da Sucursal do Rio


Duas fissuras na rocha, no alto do morro do Bumba, serviram de "gatilho" para o grande deslizamento de terra que soterrou centenas de pessoas. A conclusão é de estudo de geógrafos da PUC-Rio, feito a pedido do DRM (Departamento de Recursos Minerais do Rio).
Os pesquisadores trabalharam no local durante todo o dia de sexta-feira e, ao contrário do que se imaginava inicialmente, a causa do deslizamento não foi uma explosão de gás metano, acumulado no local onde funcionava um antigo lixão.
Segundo os geógrafos, o excesso de lixo e a presença do gás agravaram a tragédia, mas não foram o estopim. O número de mortos, porém, seria menor se não fossem esses dois fatores.
"O movimento detonador se deu a partir da encosta, na cabeceira do morro", disse Marcelo Motta, geógrafo da PUC que participou dos trabalhos.
De acordo com ele, "duas cicatrizes" analisadas mostram que o deslizamento começou no alto e "empurrou" a massa de lixo que estava embaixo.
Na avaliação de Motta, porém, tamanho desastre poderia ser evitado, se as casas não tivessem sido erguidas sobre o lixão: "Seria uma catástrofe de outras proporções."
Segundo o geógrafo, as chuvas dos últimos dias acionaram "vários gatilhos" semelhantes ao que deu início ao deslizamento no morro do Bumba em outros pontos do maciço de Niterói e São Gonçalo. Por isso, técnicos vão vistoriar a região em busca áreas com risco de deslizamento. Até a noite de ontem, 33 corpos foram resgatados do morro do Bumba. Em todo o Estado do Rio, foram contabilizados 223 mortos.
O policiamento no entorno do morro do Bumba foi reforçado pelo Bope após informações sobre saques em casas interditadas. Ninguém foi preso.
O subprocurador de Direitos Humanos do Ministério Público Estadual, Leonardo Chaves, inspecionou a operação de resgate das vítimas do morro do Bumba e disse que veio para saber qual destino será dado aos desabrigados.
O aposentado José de Oliveira, 87, um dos sobreviventes, diz ser o morador mais antigo da comunidade. "Moro aqui antes disso virar um lixão", afirmou. Ele disse que cerca de 20 parentes estão sob os escombros. Sua filha, a autônoma Gilsinete Oliveira, 45, conta que a "sorte ajudou na sobrevivência do pai", que já teve dois AVCs e se locomove com dificuldades.

Prefeito e a UFF
O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT), disse ontem, em coletiva de imprensa, que nos laudos produzidos pela UFF (Universidade Federal Fluminense) sobre a encosta do município não constava a informação de que o morro do Bumba apresentava risco de desmoronamento. Silveira afirmou não saber que tal área era "uma bomba-relógio". Segundo ele, os pontos apontados como área de risco sofrem ou sofrerão intervenções do PAC e de um projeto municipal.
Em 2004, o Instituto de Geociência da UFF fez um estudo, a pedido do Ministério das Cidades, e constatou que a área tinha alto risco de acidentes e exigia monitoramento.

Forças Armadas
Amanhã serão montados dois hospitais de campanha das Forças Armadas para atender sobreviventes em São Gonçalo.
O Exército vai liberar também duas áreas militares no Rio e em Niterói para receber os desabrigados. Homens do Exército, Marinha e Aeronáutica podem auxiliar no resgate das vítimas dos deslizamentos, conforme pedido do governador Sérgio Cabral (PMDB).
Colaborou a Sucursal de Brasília

 


 

segunda-feira, 29 de março de 2010

RIO DE JANEIRO/VANDALISMO - Moradores queimam ônibus após atropelamento


Niterói - Um ônibus foi incendiado durante protesto de moradores da Vila Ipiranga, no Fonseca, em Niterói, que interromperam o tráfego de veículo na Alameda São Boaventura, por volta das 21h30 de ontem. Policiais do 12º BPM (Niterói) chegaram a disparar para o alto para conter o tumulto. Segundo testemunhas, a manifestação aconteceu após o atropelamento de uma moradora da comunidade por um ônibus da Viação Fagundes. Revoltados, os moradores fecharam a via e ataearam fogo ao coletivo. A vítima, cujo nome não foi revelado, foi levada para o Hospital Universitário Antonio Pedro.

 


 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Espaço Oscar Niemeyer - Museu de Arte Contemporânea de Niterói

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Vista lateral do Museu de Arte Contemporânea,Niterói, Brasil.

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (abv. MAC) é um museu localizado no bairro de Icaraí, Niterói, Rio de Janeiro, no Brasil. Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o MAC tornou-se um dos cartões-postais de Niterói. Destina-se principalmente a obras pertencentes à arte contemporânea, todas datadas ao decorrer do século XX. Apresenta desde artes abstratas até obras retratando a ilusão da Monarquia Brasileira. O museu possui um acervo de 1 217 obras da Coleção João Sattamini.[1]
O Museu tem 2 500 m² de área e sua construção demorou cinco anos, tendo sido preciso 300 operários. Foram consumidos 3,2 milhões m³ de concreto, quantidade suficiente para levantar um prédio de 10 pavimentos. O prédio tem 50 metros de diâmetro, tendo recebido tratamento térmico e impermeabilizante. A estrutura consegue suportar um peso de cerca de 400 kg e ventos de velocidade de até 200 km/h.[1]
O MAC ainda disponibiliza atividades educacionais, dentro outros, desde 1996, chamadas de Desafios Comunicativos da Arte Contemporânea, com o intuito, segundo a administação do museu, de incentivar a "produção artística contemporânea, que se coloca exposta em um espaço público onde circulam indivíduos não pertencentes ao mundo da arte."[1]

Índice

Arquitetura

Edificado em 1996, destaca-se na paisagem pelo arrojo de seus traços contemporâneos, que o fazem assemelhar-se a um cálice ou a disco voador. Foram necessários cinco anos para erguer a estrutura de quatro pavimentos, inscrita numa praça de 2.500 m².
Cquote1.png Estudante no início da década de 1960, olhei para o trabalho de Niemeyer como um estímulo, analisando com cuidado os desenhos de cada novo projeto. Quarenta anos depois, ele ainda tem o poder de nos surpreender. O Museu de Niterói é um bom exemplo. Posicionado no promontório rochoso como uma planta exótica, ele despedaça o convencional justapondo arte com uma vista panorâmica do porto do Rio. É como se, em sua mente, ele tivesse esmagado nas rochas abaixo a convencional caixa da galeria, e nos desafiado a enxergar arte e natureza como duas coisas iguais. Cquote2.png

Caminho Niemeyer

A partir da concretização deste projeto, a Prefeitura Municipal de Niterói convidou o arquiteto a realizar outros trabalhos na cidade. A série de intervenções urbanísticas daí decorrente é conhecida como Caminho Niemeyer.

Acervo

O acervo permanente do MAC é constituído pela Coleção João Sattamini, um conjunto de mais de mil peças, reunidas desde a década de 1950 pelo colecionador João Sattamini, constituindo a segunda maior coleção de arte contemporânea do Brasil.[3] Além de programação cultural variada, o museu oferece, aos domingos, atividade de contação de histórias.

Referências

Ver também

Ligações externas