Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 1 de março de 2010

O que leva Lula a se aproximar do Irã

De Andrés Oppenheimer:

O importante apoio diplomático do Brasil ao regime cada vez mais isolado do Irã deixa atônita a comunidade internacional. Há várias teorias sobre o comportamento do Brasil, algumas bastante perturbadoras.
Nos últimos dias, quando a tradicionalmente cautelosa Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) da ONU finalmente concluiu que o Irã provavelmente vai desenvolver uma arma nuclear, e até a Rússia começou a se distanciar do Irã, o o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manterá seus planos de visitar o Irã em 15 de maio.
O Brasil, uma das potências ascendentes do mundo, dará, assim, uma legitimidade a um regime que, além de burlar as normas internacionais sobre energia nuclear, é considerado por boa parte do mundo um dos principais patrocinadores do terrorismo.
O Irã é conhecido também por ajudar grupos terroristas islâmicos como o Hezbollah, e promete publicamente varrer Israel da face da Terra.
Até o governo populista argentino, que normalmente se alinha com o Brasil em questões de política externa, diz que o Irã esteve por trás dos atentados terroristas do Hezbollah em Buenos Aires nos anos 90.
No fim do ano passado, Lula surpreendeu o mundo ao receber com tapete vermelho em Brasília o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad. O Brasil tornou-se, assim, um dos primeiros países não radicais a dar sua bênção a Ahmadinejad após as controvertidas eleições de 12 de junho de 2009.
Por que o Brasil está colocando em risco sua reputação de bom cidadão internacional fazendo isso? Entre as teorias mais disseminadas:
Presunção. Segundo essa escola de pensamento, o sucesso econômico do Brasil e a sabedoria convencional de que ele forma com a China e a Índia as potências emergentes do mundo, subiram à cabeça de Lula.
O brasileiro, que recentemente previu que o Brasil será a quinta maior economia mundial em dez anos, quer enviar uma mensagem de que seu país é um novo ator global que terá de ser levado a sério. E a teoria prossegue: o que poderia ser melhor para atrair a atenção mundial que ter um papel no conflito internacional do momento?
Devaneio diplomático. Lula, encorajado pelo status de celebridade em seu país e no exterior, pode estar levando a sério suas reiteradas ofertas de mediar a crise no Oriente Médio. Lula tem programada uma visita a Israel, aos territórios palestinos e à Jordânia dia 15.
Embora seja difícil de acreditar que Lula possa resolver alguma coisa no Oriente Médio - durante uma visita recente aos Emirados Árabes Unidos e a Israel, não encontrei uma única pessoa que me dissesse que Lula tem alguma chance de obter sucesso onde poderosos mediadores americanos, franceses e russos fracassaram - o presidente brasileiro pode honestamente pensar que conseguirá fazer história.
Ambições nucleares secretas. Lula está sendo cordial com o Irã porque o Brasil quer desenvolver armas nucleares, ou ao menos deixar essa opção em aberto após a vizinha Venezuela ter assinado vários acordos de cooperação nuclear com o Irã.
Com isso em mente, o Brasil pode querer que um outro país - neste caso o Irã - alargue os limites dos acordos nucleares mundiais existentes e crie um precedente.
Política doméstica. Lula está tentando apaziguar seus apoiadores esquerdistas do Partido dos Trabalhadores, a maioria dos quais é ferozmente antiamericana, projetando-se como um estadista vigorosamente independente, enquanto persegue suas políticas favoráveis à economia empresarial.
Minha opinião: é uma combinação da primeira teoria, presunção, com a segunda, devaneio diplomático. Mas não posso deixar de me perguntar se a presunção não conduzirá, mais cedo ou mais tarde, a mais ambições nucleares.
Por enquanto, as aberturas do governo brasileiro a Ahmadinejad estão sabotando esforços internacionais para pressionar o Irã a cumprir acordos da ONU e encorajando um regime repressivo nesse país.

Andrés Oppenheimer é analista político e colunista

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Cabral defende participação de Tony Blair como consultor da Rio 2016

Publicada em 01/02/2010 às 23h24m
O Globo

RIO - O governador Sergio Cabral, que está em viagem no exterior, defendeu nesta segunda-feira a participação do ex-primeiro ministro britânico Tony Blair como consultor do estado na preparação dos Jogos Olímpicos de 2016. No domingo, o escritor Paulo Coelho criticou a escolha do ex-ministro e iniciou um protesto no Twitter. Coelho é contra a participação de Blair porque ele foi favorável à guerra no Iraque.
Para Cabral, ter a ajuda do ex-ministro é uma prova de que o Rio está sintonizado com as experiências internacionais. O governador afirmou ainda que Blair foi o maior responsável pela organização dos Jogos em Londres:
- O ex-primeiro-ministro foi o grande responsável não só pela conquista dos Jogos Olímpicos em Londres em 2012, mas sobretudo pela estruturação da excepcional organização para as Olimpíadas de 2012, que a delegação do Rio acabou de verificar mais uma vez em missão oficial a Londres - afirmou.

Cabral defendeu ainda o ex-ministro como um dos mais importantes líderes mundiais.
-Tony Blair tem sido solicitado no mundo inteiro para palestras e responsabilidades, como no caso do Oriente Médio, que lhe foi conferida pelo G-8. Ele é uma personalidade respeitada e um dos mais importantes chefes de estado dos últimos 25 anos em todo o mundo - disse Cabral, que ontem estava em Madri.
Em seu protesto na internet, Paulo Coelho disse que sentiu vergonha ao ver Blair com a camisa da seleção brasileira numa foto ao lado do governador.
(Correspondente comenta indicação de Blair: 'Factoide de proporções olímpicas')

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Aniversariante do Dia - Maria Lenk


Maria Emma Hulga Lenk Zigler (São Paulo, 15 de janeiro de 1915 — Rio de Janeiro, 16 de abril de 2007) foi uma nadadora brasileira.

Índice
1 Biografia
2 Ver também
3 Referências
4 Ligações externas


Biografia
Aos dezessete anos, foi a primeira mulher sul-americana a competir em Olimpíadas, nos Jogos de Los Angeles, em 1932. Nos Jogos seguintes, realizados em Berlim, em 1936, estava de volta, desta vez acompanhada por mais três nadadoras. No ano de 1939, durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio, quebrou dois recordes mundiais individuais, nos 200m e 400m peito, a primeira e única brasileira a fazê-lo. Os planos para os Jogos de 1940 tiveram de ser interrompidos por ocasião da Segunda Guerra Mundial.

Em 1942 ajudou a fundar a Escola Nacional de Educação Física da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro. Era também membro vitalício da Sociedade Americana de Técnicos de Natação [1]. Ainda hoje detém diversos recordes mundiais de masters, entrando para o Hall da Fama da Federação Internacional de Natação (FINA) em 1988, quando foi homenageada com o Top Ten da entidade máxima do esporte por ser um dos dez melhores nadadores master do mundo.

Em 2003, após três anos de pesquisas, lançou o livro Longevidade e Esporte, que mostra os benefícios trazidos pela prática de esportes. Até os últimos dias de vida nadava cerca de 1.500m / dia.

Em 13 de janeiro de 2007, a prefeitura do Rio de Janeiro publicou decreto do executivo municipal dando o nome de Maria Lenk para o Parque Aquático do Jogos Pan-americanos de 2007.

Maria Lenk faleceu aos 92 anos de idade, por parada cardiorrespiratória, após exercitar-se na piscina do Clube de Regatas Flamengo.

Ver também
Parque Aquático Maria Lenk
Referências
↑ Por uma vida longa e saudável. Revista Viva Saúde, 13, maio/2005 - [http://revistavivasaude.uol.com.br/edicoes/13/artigo7813-1.asp

Ligações externas
Por uma vida longa e saudável Revista Viva Saúde, 13, maio/2005


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