Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro disse Dom Pedro II
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segunda-feira, 22 de março de 2010

CPI DAS ONG'S - deve ouvir amanhã tesoureiro do PT


da Folha Online
A CPI das ONGs deve ouvir nesta terça-feira o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, sobre o suposto esquema de desvio de recursos na Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo).
Além de Vaccari, a comissão deve ouvir também o promotor José Carlos Blat, do Ministério Público de São Paulo, e o corretor Lúcio Funaro.
Na semana passada, a oposição aproveitou um cochilo dos governistas para aprovar na CPI o requerimento de convocação do tesoureiro do PT. Na mesma sessão, o promotor e o corretor foram convidados para depor na comissão.
Dois senadores da base, Patrícia Saboya (PDT-CE) e Neuto de Conto (PMDB-SC), assinaram a convocação. Blat e Funaro não são obrigados a depor.
Reportagem da revista "Veja" mostra que em 2003, na época em que Vaccari era responsável pelas finanças da Bancoop, o petista administrava informalmente a cobrança de propina para fundos de pensão de empresas estatais, bancos e corretoras.
De acordo com depoimento de Funaro, presente em inquérito na PGR (Procuradoria Geral da República), os recursos seriam utilizados para abastecer o esquema do mensalão. Já Blat investiga o suposto esquema de desvio de verba da Bancoop que teria a participação do tesoureiro do PT.
De acordo com reportagem da revista, o promotor analisou mais de 8.000 páginas de documentos do processo que envolve o desvio de recursos e concluiu que a direção da Bancoop movimentou R$ 31 milhões em cheques para a própria cooperativa. Esse tipo de movimentação é uma forma de não revelar o destino do dinheiro.
Segundo a denúncia, dirigentes da cooperativa teriam criado empresas fantasmas que prestavam serviços superfaturados e faziam doações não contabilizadas ao PT. Para Blat, há indícios de caixa dois, uma vez que os recursos repassados ao partido não constam dos registrados da Justiça Eleitoral.

 


 

segunda-feira, 15 de março de 2010

CASO BANCOOP (16) - Oposição quer CPI para investigar Vaccari

Depoimento de doleiro ligaria atual tesoureiro petista ao escândalo do mensalão
De Isabel Braga:
A oposição classificou como gravíssima a denúncia que aponta a existência de um elo entre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o esquema do mensalão, que veio à tona em 2005.
O líder do DEM no Senado, José Agripino Maia (RN), avisou que o partido irá trabalhar pela criação de uma CPI que apure a participação de Vaccari no suposto esquema de cobrança de propina em negócios financeiros realizados por fundos de pensão de estatais para abastecer um caixa 2 do PT.
A acusação consta de depoimentos do doleiro Lúcio Funaro, que negociou delação premiada com o Ministério Público Federal em 2005, segundo a revista "Veja".
— O fato novo é a digital do operador dos fundos de pensão. A Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) é apenas a ponta do iceberg. Se a Justiça é lenta, nada justifica o fato não ser investigado por instrumentos mais ágeis, que são congressuais. O DEM vai trabalhar para fazer uma CPI — disse Agripino.
O senador acrescentou:
— É uma demonstração clara de que o Estado nas mãos do PT dá nisso: os fundos de pensão, segundo denúncia, são operados política e partidariamente, lesando os beneficiários com percentuais que variam de 6%, 12% e 15%.
O presidente do PT, José Eduardo Dutra, diz que os depoimentos, tomados há cinco anos, não motivaram ações do Ministério Público e da Justiça. Ele enfatiza que Vaccari não foi chamado a depor nem é considerado réu em processo:
— Estamos chegando a uma situação de absoluto desvirtuamento do Estado de Direito. Como alguém é acusado, em um processo que corre em segredo de Justiça, parte dele vai para revista, e a pessoa nunca foi convidada a depor? Uma denúncia que teria sido feita em um depoimento dado há cinco anos. (Vaccari) se vê na condição de réu pela revista e não pelo Ministério Público ou pela Justiça. Isso surge porque é ano de eleição.
Dutra mantém a intenção de tomar providências sobre o caso.
— É uma escalada partidária contra o PT. É preciso tomar providências. O poder de denunciar deixou de ser do MP e passou a ser de setores da imprensa que agem de forma partidária.
Leia mais em O Globo

 

 

domingo, 14 de março de 2010

GOLPE CASO BANCOOP (15) - BANCOOP – ESCRITOR DENUNCIA DESESPERO, ARROGÂNCIA E AMEAÇAS

fonte: blog do Reinaldo Azevedo (veja)
domingo, 14 de março de 2010 | 7:03
Muitas pessoas “do povo” — em nome de quem o PT diz falar  — foram lesadas pelas falcatruas da Bancoop. Como era um empreendimento de um sindicato tradicional, o dos Bancários de São Paulo, muita gente que exerce a desconfiança até como obrigação profissional acabou lesada. É o caso do escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão. Leiam a carta que ele enviou à VEJA. E mais um a denunciar a tática da intimidação a que recorre a direção da cooperativa.
Minha alma foi lavada com a reportagem “A casa caiu” (10 de março), sobre a Bancoop, que me confiscou - porque foi um confisco - 100 000 reais, pagos por meio de boletos, em três anos. O apartamento que comprei não saiu do 7º piso na Rua Bela Cintra, em São Paulo. Jamais conseguimos marcar uma audiência com João Vaccari Neto; ele é de uma arrogância ímpar. Algumas reuniões dos cooperados eram desesperadoras, tristes. Havia velhos que jogaram tudo o que tinham economizado, sacaram fundo de garantia e ficaram sem nada. Continuo a receber boletos me cobrando quantia semelhante à que coloquei no saco sem fundo da Bancoop. Sou ameaçado não de despejo, mas de processo, de penhora de bens.
Ignácio de Loyola Brandão
São Paulo, SP